Motorista passou a noite na delegacia. Foto: Reprodução/Globo News

O Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) informou, por meio de nota, que o motorista Antonio de Almeida Anaquim, responsável pelo acidente na noite dessa quinta-feira (18) na orla de Copacabana, em que um bebê de 8 meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas, negou durante seu exame de validação médica da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ter qualquer doença neurológica, inclusive epilepsia.

O órgão informou também que pessoas com epilepsia podem ter carteira de habilitação, mas precisam passar por uma avaliação neurológica. Quando apto para dirigir, o exame médico terá validade menor, de acordo com a avaliação médica, com enquadramento na categoria B, válida apenas para dirigir carros.

Na nota, o Detran informa ainda que Antonio Anaquim teve o processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação aberto em maio de 2014. No entanto, ele não cumpriu com a exigência de devolução da CNH para realização de curso de reciclagem. Por cometer uma infração de trânsito ao dirigir com a carteira suspensa, o Detran já instaurou o processo de cassação da sua CNH, como determina a legislação federal de trânsito.

O Detran esclareceu que no caso de Antonio Anaquim cumpriu com todo o trâmite do Código Brasileiro de Trânsito.

62 pontos

Registros do Detran mostram ainda que Anaquim tinha acumulado 62 pontos em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Nos últimos cinco anos, Anaquim tinha cinco multas por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%; quatro por dirigir em faixa exclusiva; uma por avançar o semáforo vermelho; uma por conduzir veículo não devidamente registrado; uma por transitar com o carro em calçada ou passeio; uma por estacionar em esquina e a menos de cinco metros do alinhamento da via transversal; e uma por estacionamento em ilhas ou refúgio.

A reportagem do Estadão não conseguiu localizar a defesa de Anaquim para comentar a pontuação acumulada em sua carteira de motorista. O espaço está aberto para manifestação.