O corpo esquartejado e sem cabeça encontrado dentro de uma sacola às margens de um rio em Major Gercino, na Grande Florianópolis (SC), foi identificado como sendo da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. Ela estava desaparecida desde o dia 5 de março, em Florianópolis. Três pessoas — duas mulheres, de 30 e 47 anos, e um homem, de 30 — foram presas suspeitas de participação no crime.

De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Luciani foi vista pela última vez na Praia do Santinho, em Florianópolis, onde morava sozinha em um residencial.
A família comunicou o desaparecimento à polícia na terça-feira (10), quando as investigações começaram. Durante as diligências, os policiais identificaram que compras estavam sendo realizadas utilizando dados e formas de pagamento da vítima, principalmente pela internet.
Conforme a polícia, a retirada das mercadorias era feita por um adolescente, vizinho da corretora, em diferentes pontos do norte da Ilha de Santa Catarina.
Investigação sobre o corpo esquartejado de corretora desaparecida
Com a identificação do adolescente, os investigadores chegaram até o irmão dele, um homem de 27 anos que estava foragido pelo crime de latrocínio cometido em 2022 em Laranjal Paulista (SP). Na ocasião, o dono de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.
O suspeito morava com a companheira, de 30 anos, em um apartamento vizinho ao da vítima.
Ainda na quarta-feira (11), a Polícia Civil encontrou indícios de que uma mulher de 47 anos, responsável pela administração do residencial, também teria ligação com o casal e estaria se beneficiando das compras realizadas em nome da corretora.
Suspeitos presos e ocultação do corpo da corretora
Durante as buscas, os policiais localizaram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de produtos adquiridos online. Os itens estavam escondidos em um apartamento desocupado e trancado, que estava sob responsabilidade da administradora do condomínio.
A mulher foi presa em flagrante e permanece à disposição da Justiça. Já o casal tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas acabou preso em Gravataí por policiais rodoviários federais. Eles devem responder por latrocínio e ocultação de cadáver.
Corpo esquartejado foi jogado às margens de rio
Com as prisões e as provas reunidas durante a investigação, a polícia conseguiu confirmar que o tronco de um corpo feminino encontrado em Major Gercino, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era de Luciani.
De acordo com a investigação, partes do corpo foram levadas até uma ponte na zona rural e jogadas em um rio, divididas em cinco pacotes diferentes. A ação teria sido realizada pelo casal com a ajuda do adolescente. Equipes realizam buscas na região para tentar localizar as demais partes do corpo.
A Polícia Civil também apurou que Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu no apartamento da vítima até a madrugada do dia 7, quando foi retirado do local.
As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
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