O desaparecimento que chocou Caldas Novas, na região sul de Goiás, e mobilizou uma força-tarefa da Polícia Civil, teve um desfecho trágico. O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza foi localizado na madrugada desta quarta-feira (28), em uma região de mata no município. Ela estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025.

Ainda durante a madrugada, a Polícia Civil prendeu o síndico do condomínio onde Daiane morava, Cléber Rosa de Oliveira. Também foi preso o filho dele. Os dois são suspeitos de participação no homicídio.
As prisões foram realizadas por equipes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas da 19ª DRP, do GID (Grupo de Investigação de Desaparecidos) e da DIH (Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios), em uma operação coordenada na manhã desta quarta-feira.

Corretora desaparecida
O caso da corretora desaparecida ganhou repercussão após circunstâncias cercadas de mistério. Daiane foi vista pela última vez no elevador do condomínio onde morava. Segundo a investigação, ela teria descido até o subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento.
Evidências indicam que Daiane não pretendia sair do prédio. A porta do apartamento ficou destrancada, e não havia registros de que ela tenha deixado o condomínio.
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Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora conversando com o porteiro e entrando no elevador, mas um corte de aproximadamente dois minutos nos registros do subsolo levantou suspeitas desde o início das investigações.
Outro detalhe intrigante é que Daiane gravava o trajeto em seu celular para enviar a uma amiga. O último vídeo, feito já no subsolo, nunca foi enviado. Também não existem imagens que mostrem a corretora saindo do edifício ou retornando ao seu andar.

De desaparecimento para homicídio
Em janeiro deste ano, diante dos indícios reunidos, o caso deixou de ser tratado como desaparecimento e passou oficialmente a ser investigado como homicídio, sob responsabilidade do GIH, que montou uma força-tarefa.
O trabalho culminou na localização do corpo e na prisão dos suspeitos. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em sigilo, e novos detalhes devem ser divulgados após a conclusão dos procedimentos legais.