O corpo do cão Orelha, morto no dia 4 de janeiro após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis, foi exumado para passar por uma nova perícia. O procedimento foi autorizado pela Justiça após pedido do Ministério Público de Santa Catarina.
A Promotoria também pediu novas investigações no caso, apontando a necessidade de complementação do inquérito, como mostrou a Banda B. O pedido foi protocolado no Judiciário na segunda-feira (9). Um novo laudo sobre as causas da morte do cão Orelha pode ser concluído em dez dias ou mais, segundo o portal ND Mais.

O cão comunitário Orelha foi brutalmente espancado em janeiro deste ano, e a polícia investigou o envolvimento de adolescentes no crime. A corporação, porém, apontou somente um adolescente como responsável pelas agressões.
A 10ª e a 2ª Promotorias de Justiça da Capital destacaram a necessidade de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação ao longo do processo relacionado à morte de Orelha. Por esse motivo, foram solicitados novos depoimentos.
Em nota, o Ministério Público reforçou que o caso segue em fase investigatória. A 2ª Promotoria de Justiça também afirmou o restabelecimento do sigilo processual, devido ao envolvimento indireto de adolescentes.
Já a 10ª Promotoria de Justiça pediu o aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência, incluindo a solicitação de vídeos que possam indicar maus-tratos e outros registros envolvendo os cães.