A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15, chegou à metade da programação com avanços importantes nas discussões sobre conservação da biodiversidade global. As informações são da Agência Brasil.

Realizado em Campo Grande, o evento já analisa propostas para incluir 42 novas espécies nas listas de proteção internacional, ampliando os esforços globais de preservação.
Segundo João Paulo Capobianco, presidente da conferência e secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o cronograma segue sem atrasos e dentro do previsto.
“Não temos nenhum relato de problema que exija ação diferente. Está tudo correndo bem”, afirmou à Agência Brasil.
Avanços na proteção de espécies
As discussões estão focadas na revisão dos anexos da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, que classificam animais em risco de extinção (Anexo I) e sob pressão ambiental (Anexo II).
Debates técnicos e questionamentos científicos têm marcado o encontro, com países analisando critérios para inclusão ou reclassificação das espécies.
Além disso, estudos apresentados durante a conferência apontam um forte declínio dos peixes migratórios de água doce, reforçando o alerta sobre a necessidade de ações urgentes.
Medidas concretas no Brasil
Antes mesmo do evento, o governo brasileiro já havia anunciado medidas importantes. Entre elas, a criação do Parque Nacional do Albardão e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no Rio Grande do Sul, com mais de 1 milhão de hectares.
Outras iniciativas incluem a criação de novas áreas de conservação e a ampliação de unidades já existentes, como o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense.
- Ataque com míssil do Irã atinge indústria química no sul de Israel em meio a tentativa de diplomacia
O governo também lançou um edital de incentivo à pesquisa científica para mapear rotas migratórias e identificar áreas prioritárias para proteção.
Ciência e cooperação internacional
A conferência também funciona como espaço para cientistas, organizações e comunidades tradicionais apresentarem estudos e recomendações.
Segundo Capobianco, o Brasil busca liderar pelo exemplo, adotando medidas práticas enquanto participa das negociações internacionais.
“Não basta recomendar. É preciso promover ações concretas”, destacou.
📲 Não perca nenhuma notícia! Siga o Instagram da Banda B e receba as atualizações direto no seu feed. Clique aqui!