Devido a pandemia do novo coronavírus, o governo de Santa Catarina decretou situação de emergência na última terça-feira (17) e anunciou medidas drásticas de restrições para a maioria dos serviços no Estado. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL). Entre as decisões tomadas, o transporte público foi proibido de circular em todo o território catarinense por sete dias. Também estão fechados bares, restaurantes, lojas, agências bancárias e demais comércios que não considerados essenciais.

André Porcat faz um desabafo sobre a situação nas rodovias de SC

O problema é que estas medidas estão fazendo com que muitos caminhoneiros que passam pelo estado não tenham o que comer. A Banda B ouviu o motorista de caminhão André Porcat. Mineiro, ele está na BR-101, dentro do estado catarinense, parado em um posto na cidade de Araquari, praticamente sem ter o que comer.

“O governo de governo de Santa Catarina decretou o fechamento de tudo na veira das estradas. Não moro em Santa Catarina, aí deixo a pergunta para o governador, o senhor que que eu almoce e jante aonde.? Se não tivesse um pacote de bolacha aqui no caminhão estaria sem nada. Tomaram esta decisão sem colocar nenhum ponto de apoio para nós”, desabafou.

E o caminhoneiro completa: “É nos que vamos levar comida e remédios para todo mundo . Vocês acham que o Brasil aguenta quanto tempo se nós pararmos? Na greve de 2018 paramos 11 dias e todos viram o que aconteceu”.

nos que vamos levar oa limento e o remédio o acha que o brasil aguenta mais de 10 dias – 11 dias parado e entrou em caos

Vanderlei Dedeco, um dos lideres da categoria, disse que a situação é dramática. Ele faz um apelo aos governantes: “Estamos encarando o vírus de peito aberto para levar alimentos e remédios para o país e não podemos passar fome nas estradas. Se outros governadores forem tomar esta medida, que antes conversem com a categoria para encontramos alternativas”, pediu.

O estado de Santa Catarina tem 14 casos de Covid-19.  Entre os pacientes, somente um está internado. De acordo com o Ministério da Saúde, há 346 casos suspeitos e 47 foram descartados. O Sul catarinense está com transmissão comunitária do vírus, ou seja, não sendo possível identificar a origem do contágio. Os dados foram divulgados na quarta-feira.