O Brasil registrou 582 novas mortes por Covid-19 e 22.167 novos casos da doença neste domingo (16). Dessa forma, o país alcança os 107.879 óbitos e 3.340.762 infecções desde o início da pandemia.

(Foto: EBC)

 

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha de S.Paulo também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 963, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

Embora tenha registrado estabilidade pela primeira vez em 14 dias, o Centro-Oeste ainda é considerada a única região do país com média móvel de mortes crescente. Os estados de Goiás e Mato Grosso se encontram estabilizados, enquanto o Mato Grosso do Sul apresentou crescimento em mortes de 18%.

Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Tocantins também apresentam elevação da média móvel de mortes.
O estado de Minas lidera o ranking com o maior número de mortes registradas em 24 horas, 88, e é seguido por São Paulo, que teve 72 novos óbitos no mesmo período.

O Brasil tem uma taxa de 50,5 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 51,6 e 69,8 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 42,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Recentemente, a Índia, com 49.980 óbitos, também passou o Reino Unido em número de mortos.

A Itália, que foi o primeiro epicentro da doença na Europa, tem uma taxa de 68 mortes para cada 100 mil habitantes.
Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 12,6 mortes por 100 mil habitantes.

No balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (16), foram registrados 23.101 casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 620 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, 2.432.456 pessoas se curaram da doença.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.