Giovane Correa Mayer, de 21 anos, preso na última sexta-feira (21) por ter violentado sexualmente e assassinado a professora Catarina Kasten em Florianópolis (SC), é suspeito de ter estuprado uma idosa em 2022. Catarina foi morta na trilha do Matadeiro.

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou à Banda B nesta terça-feira (25) que o inquérito sobre o estupro da idosa será reaberto. À época, o jovem tinha 17 anos e foi ouvido pela polícia somente como testemunha. As investigações foram encerradas sem que um culpado fosse apontado.

Giovane Correa Mayer
Giovane Correa Mayer foi flagrado acessando a trilha –— Foto: Reprodução

Agora, o material genético colhido na época do crime deverá ser comparado com o de Gioavane. Segundo a corporação, o então adolescente era ajudante de jardinagem na casa da idosa em 2022. Durante as investigações, ele negou ter envolvimento.

A vítima destacou durante o depoimento que não conseguiu identificar o responsável pelo ato. O criminoso teria ordenado que ela não olhasse para trás.

O assassinato da professora

morte da professora de inglês Catarina Kasten em uma trilha de Florianópolis (SC) causou intensa comoção na capital catarinense. A vítima, de 31 anos, foi estuprada e assassinada na trilha do Matadeiro.

Catarina saiu de casa por volta das 7h para ir até uma aula de natação e desapareceu, segundo o companheiro dela. Horas mais tarde, por volta do meio-dia, ele soube que alguns pertences dela haviam sido encontrados na trilha.

Sem ter notícias de Catarina e confirmar que ela não havia comparecido à aula de natação, ele decidiu acionar a Polícia Militar. Por volta das 13h, o corpo da mulher foi encontrado sem roupas e com sinais de violência sexual. A vítima estava no meio do mato, em um local de difícil acesso.

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Catarina Kasten, estudante da UFSC, assassinada em uma trilha de Florianópolis — Foto: Divulgação/UFSC

O suspeito do crime, Giovane Correa Mayer, é natural do Rio Grande do Sul e foi preso na noite de sexta-feira. Ele confessou o crime e teria dito à polícia que foi até a trilha para usar drogas. Catarina teria sido morta asfixiada com um cadarço.

Giovane foi encontrado em casa, após ser identificado por meio de imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades da trilha. Fotos tiradas por turistas também auxiliaram a polícia a identificá-lo. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.

Formada em Letras em Inglês há cerca de três anos, Catarina fazia pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ela era pesquisadora e se dedicava à vida acadêmica.

A também professora já cursou Engenharia de Produção na mesma universidade e fez parte do Centro Acadêmico Livre de Engenharia de Produção (Calipro). Em nota, a UFSC repudiou o crime e divulgou um ato de manifestação realizado no dia seguinte ao ocorrido.