No início da tarde desta sexta-feira (8), dois pacientes morreram na UTI do hospital municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro, após falta de energia no local. O hospital é referência na capital fluminense em tratamento do novo coronavírus.

Fachada do hospital (Foto: Divulgação)

 

Segundo o médico Alexandre Telles, que atua no hospital e é presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, a falha ocorreu às 13h20. Os geradores não ligaram imediantamente, os ventiladores mecânicos dos pacientes da UTI não tinham carga na bateria e diversos deles pararam, causando a morte de dois pacientes. Os geradores começaram a funcionar cerca de oito minutos após a falha de energia.

Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, houve uma morte de paciente no Ronaldo Gazolla, que estava em estado grave na UTI, às 13h35 desta sexta (8). A Secretaria Municipal da Saúde diz ainda que não há qualquer relação entre a queda de energia ocorrida na unidade e a morte.

“Os equipamentos que estavam em uso pelo paciente –respirador, monitor e bombas infusoras– continuaram funcionando com suas baterias próprias”, diz a secretaria. O gerador levou, ainda segundo a secretaria, um minuto e 25 segundos para entrar em operação. A Light, responsável pelo fornecimento de energia na cidade, também foi acionada imediatamente.

Segundo Telles, esperava-se que, nos casos de falta de energia, os geradores passassem a funcionar imediatamente e que as baterias dos respiradores estivessem carregadas no caso de suspensão da energia elétrica à qual estão conectados.