O Jornal Nacional, da TV Globo, teve acesso à carta de renúncia do advogado José Edgar Bueno, que abdicou da defesa da mulher que acusa Neymar de estupro, ao afirmar que sua ex-cliente mentiu ao relatar que foi violentada sexualmente. Na edição desta segunda-feira, o programa divulgou trechos do documento que desmente o boletim de ocorrência registrado pela mulher, dizendo que ele não corresponde ao que foi relatado pela denunciante durante encontro com os sócios do escritório de advocacia.

No texto, Bueno afirma que a jovem “sempre afirmou que a relação mantida com Neymar Jr. foi consensual, mas que durante o ato ele teria se tornado uma pessoa violenta, agredindo-a, sendo esse o fato típico central, pelo qual ele deveria ser responsabilizado cível e criminalmente”, escreveu. “Por raiva ou vingança, vossa senhoria relatou no boletim de ocorrência registrado em 31 de maio de 2019, fatos restritos em desacordo com a realidade manifestada” aos seus advogados, conta. Bueno afirma que ela teria sido vítima de agressões, e não de estupro. O crime teria acontecido em um hotel de Paris, no dia 15 de maio.
A mulher que acusa Neymar de tê-la estuprado em Paris possui imagens e documentos que não constam do boletim de ocorrência registrado na última sexta-feira. Inclusive, parte das provas já foi entregue à Polícia Civil de São Paulo. A informação foi divulgada pelo UOL Esportes.
As investigações correm protegidas por segredo Justiça. Segundo fontes que tiveram acesso às imagens, elas mostram o jogador agindo de forma agressiva antes do momento do suposto crime. A autora da acusação afirmou à polícia que Neymar a encontrou visivelmente alterado no dia 15 de maio, em um hotel e Paris, e teria mantido relações sexuais sem seu consentimento. A mulher, brasileira, afirma que viajou a Paris a convite de Neymar, onde teria passado dois dias e sido estuprada pelo jogador.