A Polícia Civil de Santa Catarina descartou a participação de um adolescente suspeito de ter matado o cão Orelha. O cachorro comunitário foi torturado e morto início do ano e o caso gerou grande comoção, com diversas manifestações pedindo justiça por todo o Brasil.

Segundo a CNN, as investigações apontam que um dos jovens que tiveram a foto divulgada nas redes sociais deixou de ser suspeito e passou a ser testemunha. A corporação afirmou que ele não aparece nas imagens analisadas pelas equipes.
Ainda segundo a polícia, a família do adolescente teria apresentado provas de que ele não estava na Praia Brava, local onde Orelha foi morto.
Polícia segue investigando outros suspeitos
A Delegacia Especializada no Atendimento a Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal seguem investigando o caso, que envolve outros três menores de idade suspeitos de maus-tratos. O grupo é suspeito de ter torturado o cão Orelha, que precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
A investigação aponta também uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, o Caramelo, que vive na mesma região e conseguiu escapar.
O delegado Ulisses Gabriel relatou que o objetivo atual da investigação é a individualização das condutas de cada um dos jovens envolvidos.
Caso os crimes sejam confirmados, o relatório final será enviado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.