A estudante de direito Patrícia Gusmão usou as redes sociais para investigar o paradeiro do assassino de seu filho (Foto: Emanoele Daiane/BBC Brasil)

Diariamente, a comerciante Patrícia Gusmão, de 40 anos, se recorda do filho caçula enquanto se arruma para ir à universidade, onde cursa o terceiro semestre de Direito, em Cuiabá. As lembranças de Maik Joilson Gusmão costumam ser mais intensas no momento em que ela vai estudar. Foi por conta do jovem, assassinado em 1º maio de 2016, que a mulher começou a faculdade.

O curso de Direito nunca foi um sonho para a comerciante, que é formada em serviço social. Ela somente decidiu fazer a segunda faculdade após se ver perdida em meio a termos jurídicos que constavam no processo referente ao assassinato de seu filho.

“Eu ficava incomodada por não entender o que o juiz estava dizendo e por precisar sempre recorrer ao advogado para compreender os termos”, conta.

Patrícia fez questão de acompanhar cada passo das investigações oficiais e dos trâmites jurídicos relacionados à morte do filho. Maik foi assassinado enquanto participava da festa de aniversário de um dos irmãos, em um clube, na capital mato-grossense. Conforme denúncia do Ministério Público Estadual de Mato Grosso, o jovem foi morto por motivo fútil. Ele estava na comemoração, quando Elton Victor Silvestre da Silva, de 20 anos, pulou o muro do clube.

O criminoso, conhecido como Vitinho, entrou no local após ser impedido pela portaria, por estar armado com uma pistola 380. Testemunhas relataram à Polícia Civil que o rapaz teria iniciado uma discussão com participantes da festa e Maik teria tentado apartar a confusão.

Maik – que comemorava sua reabilitação, após fraturar o fêmur durante um acidente de trabalho – foi empurrado, caiu no chão e levou três tiros. Ele morreu ali mesmo, três dias antes de completar 20 anos. “Eu perdi o meu chão”, diz Patrícia.

Após isso, ele conseguiu localizar o assassino do filho, que acabou preso.

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