Um vídeo que mostra uma jovem sendo vítima de um ataque racista viralizou no último fim de semana e causou polêmica nas redes sociais. “A menina que faz faxina aqui em casa vem aqui e fica cantando alto pra caralh*. E ainda fala que quer ser cantora. É gorda, preta de cabelo duro…”, diz o rapaz, pouco antes de filmar a jovem lavando louças e cantando.

(Foto: Reprodução)

 

O caso gerou revolta após ser divulgado na internet, na noite de sexta-feira (6/11). O vídeo, que tem 24 segundos, foi compartilhado em diversas páginas e viralizou. Somente no Instagram foram mais de 2,3 milhões de visualizações, enquanto no Twitter foram mais de 700 mil.

Um dia depois da repercussão do vídeo, os responsáveis pela gravação se pronunciaram e revelaram que a filmagem foi uma encenação para divulgar um projeto para ajudar a combater diferentes tipos de preconceitos.

“A Flor não trabalha como diarista na minha casa. Foi uma cena que criamos para o vídeo viralizar mesmo, porque temos coisas que gostaríamos de falar para as pessoas, mas não temos voz porque não somos conhecidos na internet”, afirma Junior Launther, de 22 anos, que é ator.

“A gente achou que o vídeo poderia repercutir, mas não imaginou que fosse tanto”, diz a jovem Elisama Alves da Silva, mais conhecida como Flor, de 20 anos. Ela trabalha como atendente de telemarketing, já fez trabalhos como atriz e sonha em se tornar cantora.

A grande maioria das pessoas criticou a dupla, após a justificativa sobre o vídeo. A maior parte dos comentários nas redes sociais dos jovens classifica a gravação como uma estratégia infeliz para divulgar um trabalho. “Já começou errado. Gordofobia e racismo não são motivos de brincadeira”, diz um dos milhares de comentários sobre o assunto.

Desde que compartilharam o vídeo nas redes sociais, os jovens admitem que se perguntaram por diversas vezes se o vídeo foi uma boa estratégia. “Já nos questionamos 10 milhões de vezes se fizemos o certo. Mas acredito muito no potencial disso. Vamos lançar outros vídeos para falarmos sobre preconceito. Acredito que essas pessoas que estão criticando agora vão mudar de opinião quando assistirem aos outros vídeos do projeto”, afirma Junior.

Ao todo, segundo os jovens, o projeto deverá ter mais sete vídeos. O último será lançado em 20 de novembro, um videoclipe da música intitulada Me respeita. “A canção será divulgada no Dia da Consciência Negra porque aborda o racismo, além de outros preconceitos como a homofobia e a gordofobia”, diz Flor.

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