(Foto: Arquivo Pessoal)

“A barragem rompeu! Vim tirar o senhor daqui”, gritou um rapaz pela janela.

Era por volta de 12h30. Vera Souza Araújo Vilaça, de 64 anos, tinha acabado de chegar à casa de Geraldo, um senhor de 90 anos, que caminha com a ajuda de um andador. Havia quase dois anos que ela subia, todos os dias, os cerca de 500 metros que separavam sua chácara da de Geraldo, para lhe trazer o almoço, um agrado de vizinhança.

Estava um dia bonito, tranquilo, como a maioria dos dias no Parque da Cachoeira, bairro da zona rural de Brumadinho (MG). A paisagem ao fundo era de um vale muito verde, por onde corria um pequeno riacho. O barulho era o da roça: pássaros, galinhas, vacas, minas de água, o vento que atravessava o vale.

Até que surgiu o rapaz, arrendatário da terra de Geraldo, trazendo o alerta da tragédia. Ele rapidamente carregou o nonagenário para fora dali.

Um ano antes, Geraldo, morador antigo e experiente da região, havia feito uma previsão para Vera, durante as prosas que costumavam seguir a entrega do almoço: “Se um dia a barragem romper, tudo isso aqui vai embora, não vai sobrar nada”.

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