O padrasto investigado pelo estupro e morte da menina Kameron Odila Gouveia Osolinski, de 11 anos, em Guaraqueçaba, no Litoral do Estado, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). O documento foi anexado ao processo nesta quarta-feira (10). Givanildo Rodrigues Maria, de 33 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil no último dia 27 de abril.

De acordo com a denúncia, Kameron foi asfixiada após o estupro. O objetivo era “assegurar a ocultação e impunidade do delito”.
“O delito foi cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar contra mulher, já que o acusado era padrasto da vítima. O delito também foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista a diferença de compleição física entre vítima e réu, eis que, uma criança de onze anos de idade possui força física muito inferior comparada a um homem de 33 anos de idade, dificultando, assim, sua defesa”, diz a denúncia assinada pela promotora Ana Carolina Lacerda Schneider.
Defesa
Em nota, o advogado Cristiano Dias Souza descreveu que “oportunamente” se manifestará sobre a confissão, visto que no ato da oitiva pela autoridade policial, o acusado estava desacompanhado de defesa técnica.
“Por derradeiro, informa que está tomando conhecimento dos fatos e documentos, bem como do conteúdo da denúncia ofertada pelo Ministério Público, contidos nos autos do processo”, descreveu.
O crime
Givanildo foi preso no dia 29 de abril suspeito de matar Kameron. Antes, ele chegou a ser solto pela Justiça no dia 28.
O corpo foi encontrado na região do Mirante.