Índice de qualidade das praias do Paraná chega a 91%, diz quarto boletim de balneabilidade

Dos 66 pontos monitorados pelo órgão ambiental no Estado, 60 foram considerados adequados para banho

Redação

O quarto boletim de balneabilidade do Paraná, divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Água e Terra (IAT), reforça a boa qualidade das praias do Estado, referência para o País. De acordo com o novo relatório, dos 66 pontos monitorados pelo órgão ambiental, 60 foram considerados adequados para banho – 44 no Litoral e 16 nas chamadas prainhas de água doce, nas regiões Oeste e Norte do Estado. Com isso, o índice de qualidade da água para banho e práticas esportivas segue em 91%, o mesmo alcançado na semana passada.

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Foto: Roberto Dziura Jr/AEN.

O boletim aponta que Morretes é o único município do Litoral com 100% de balneabilidade, seguido por Matinhos (93%), Guaratuba (93%), Pontal do Paraná (91%) e Ilha do Mel (83%). Do outro lado do Estado, nas costas Oeste e Norte, das 17 áreas vistoriadas, 16 foram autorizadas para banho e recreação, nos municípios de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Entre Rios do Oeste e Marechal Cândido Rondon.

A única alteração em relação ao levantamento anterior é que o ponto nas proximidades da Rua São Luiz, no balneário de Ipanema, voltou a ser considerado próprio. Já a região da Rua Alvorada, na praia Brava de Caiobá, recebeu a bandeira vermelha.

Os outros locais considerados impróprios são à direita do trapiche de Encantadas, na Ilha do Mel, em Paranaguá; na Avenida Principal do balneário Olho D’Água, em Pontal do Paraná; na altura da Rua Alois Cicatka, em Guaratuba; e na Ponta da Pita, em Antonina. No Interior, os banhos não são indicados no Rio Paranapanema, em Primeiro de Maio, no Norte, próximo ao terminal turístico do município.

Periodicidade

Os boletins de balneabilidade são disponibilizados semanalmente pelo IAT, durante a temporada de verão, período em que há maior fluxo de usuários nos locais monitorados. As amostras de água são coletadas nas segundas-feiras e analisadas durante a semana no laboratório do instituto, em Curitiba. Ao longo desta temporada de verão, serão emitidos oito boletins, até o dia 9 de fevereiro de 2023, na semana do Carnaval. A ação é parte do projeto do Governo do Estado para a temporada de verão.

O monitoramento das águas verifica se há contaminação por esgoto sanitário clandestino e indica a possibilidade de uso dos espaços públicos para atividades de lazer, como natação, mergulho e esqui aquático.

Para isso, utiliza-se o indicador Escherichia coli, uma bactéria existente no intestino dos seres humanos e dos animais de sangue quente. Quanto maior o número dessa bactéria na água, maior será a quantidade de esgoto e, consequentemente, maior a probabilidade da existência de organismos patogênicos (causadores de doenças).

As doenças mais comuns são gastrenterite, diarreia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Outras mais graves também podem ser transmitidas por meio da água, como hepatite A, cólera e febre tifoide.

A avaliação é feita seguindo determinações da Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000.

Foto: Alessandro Vieira/AEN.
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