A Ilha do Mel, um dos destinos mais emblemáticos do litoral paranaense, vive um momento de transformação estrutural e inovação com a implantação do controle de acesso via reconhecimento facial, cadastro digital e catracas.

A nova medida, de grande impacto, está prevista para entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2026. A proposta é permitir o monitoramento em tempo real da quantidade de pessoas na ilha, respeitando o limite máximo de 11 mil indivíduos, entre população fixa e flutuante.
O sistema deve utilizar reconhecimento facial, cadastro digital de moradores, trabalhadores e turistas, além de catracas e totens de autoatendimento nos pontos de embarque e desembarque em Pontal do Sul, Paranaguá, Brasília e Encantadas.
O controle será integrado a um sistema de venda de tickets, com valores proporcionais ao tempo de permanência do visitante. Moradores e profissionais liberais cadastrados terão isenção da taxa.
Paralelamente, a ilha recebe um dos maiores investimentos da história: R$ 30 milhões destinados à implantação do sistema de esgotamento sanitário, executado pela Paranaguá Saneamento, do Grupo Iguá. Com previsão de conclusão até dezembro deste ano, o projeto é considerado pioneiro no Brasil.
A coordenação da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), vinculada ao IAT, destaca que o modelo é essencial para garantir que o novo sistema de saneamento opere dentro da capacidade.
“A Ilha do Mel é uma preciosidade do ponto de vista ambiental e turístico. Existe uma preocupação de cada vez mais estruturá-la para fazer um bom receptivo e que seja boa para quem ali reside. O controle de acesso é uma necessidade, pois dará mais segurança, com reconhecimento facial, cadastro de moradores e visitantes, trazendo benefícios para quem vai à ilha ou vive nela”
destaca o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza.
Segundo a coordenadora da Unadim, Rhayane Radomski, o turista que desejar visitar a Ilha do Mel pode permanecer no local o período que desejar, a diferença é que agora deverá pagar o valor correspondente aos dias de estadia.
O sistema foi desenhado para respeitar as limitações físicas e ambientais da ilha, com trilhas estreitas e áreas sensíveis. Serão cerca de 10 quilômetros de redes coletoras, duas estações de tratamento e 10 estações elevatórias, solução necessária devido ao afloramento de água subterrânea.
Além do saneamento e do controle de acesso – que terá a arrecadação revertida para a própria ilha, o Estado investe na requalificação urbana e turística. Foram aplicados R$ 1,3 milhão na renovação de cerca de 30 passarelas, R$ 1,9 milhão na nova praça de alimentação e R$ 542 mil na Pracinha da Biblioteca.



