As buscas pelo adolescente, de 17 anos, que desapareceu após ser arrastado por uma corrente de retorno no mar foram retomadas nesta quinta-feira (5), em Pontal do Paraná, no litoral do Estado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem desapareceu na tarde de terça (3), no Balneário Mirassol. Segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, as equipes continuam mobilizadas para tentar localizar o adolescente.

Bombeiro no alto de plataforma aponta em direção ao mar
As correntes de retorno são fluxos de água que se movem rapidamente da praia em direção ao oceano – Foto: Gabriel Rosa/AEN

Na quarta (4), bombeiros fizeram buscas durante todo o dia. A operação contou com o apoio de helicóptero, drone, moto aquática, embarcações no mar e equipes em terra, que percorreram a orla com viaturas.

Apesar do trabalho das equipes, o adolescente não foi localizado até o anoitecer. As equipes seguem atuando tanto no mar quanto na faixa de areia da região.

Adolescente que desapareceu estava com amigos

A vítima estava com dois amigos no mar quando foi surpreendida e arrastada pela corrente de retorno. Os dois jovens, que também chegaram a ser levados, conseguiram retornar à faixa de areia.

De acordo com a tenente Pessanha, a ocorrência foi registrada por volta das 16h, em um trecho sem proteção de guarda-vidas e sinalizado com bandeira preta, que indica alto risco para banho.

Os três amigos são moradores da região.

O que é corrente de retorno?

As correntes de retorno são canais de água que se formam quando o mar empurra grandes volumes de água em direção à praia e, em seguida, essa água retorna para o oceano por um ponto mais estreito. Nesse processo, a corrente passa a fluir com força no sentido contrário ao da areia, levando tudo que estiver no caminho.

Esse tipo de corrente pode arrastar banhistas rapidamente para áreas mais profundas do mar, o que aumenta o risco de afogamento. Por isso, os bombeiros orientam que as pessoas observem sempre as bandeiras de sinalização e evitem entrar na água em locais considerados perigosos.

No litoral do Paraná, esse fenômeno é comum e costuma aparecer com mais frequência perto de estruturas fixas, como pedras e molhes.

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