O presidente americano, Donald Trump, apareceu na noite desta sexta (9) pela primeira vez em um programa de TV desde que foi infectado pelo coronavírus. Ele já tinha dado entrevista apenas por telefone.

Trump falou dos jardins da Casa Branca por cerca de 15 minutos com o médico e apresentador Mark Siegel, que o entrevistou do estúdio da Fox News.

Sem sinais de tosse ou dificuldade para respirar, o presidente disse estar ótimo e sem medicação havia mais de oito horas. Ele afirmou que fez um novo teste para detectar a presença do vírus e que está “com quase nada [do patógeno] ou sem ele”.

 

 

Ao ser internado, contou, sentiu-se cansado, sem a mesma energia de antes, com dor de garganta e congestão –mas melhorou após tomar um coquetel experimental com anticorpos monoclonais da empresa Regeneron, permitido excepcionalmente no seu caso.

“Tive sorte por causa de um certo remédio, que foi realmente milagroso pra mim”, disse. “24 horas depois, me senti muito diferente, me senti muito bem.” Ele prometeu distribuir o tratamento por todo o país.

A entrevista, gravada horas antes de o segundo debate presidencial ser cancelado devido à recusa de Trump de participar de um evento online, tocou nesse assunto.

Siegel perguntou se Trump toparia fazer o próximo debate ao ar livre, caso necessário, como medida para reduzir as chances de contaminação. O presidente disse que sim.

Ele também criticou a comissão responsável por organizar os debates: “Sempre tivemos problemas com essa comissão, ela foi ridícula. Quem quer fazer um debate num computador? Você tem que estar ali”.

Trump ainda insinuou que seu adversário democrata, Joe Biden, iria “colar” caso o evento fosse feito a distância.
Trump comentou que teve sorte de ter feito o teste para Covid-19 cedo. “O maior segredo pra mim foi ter descoberto muito cedo. O médico disse que eu teria ficado muito pior se tivesse demorado.”

Ele afirmou não saber como pegou a doença, mas mencionou vagamente que houve “eventos grandes na Casa Branca”.

Sobre sua aparição num carro no sábado (3), quando ainda estava internado –e que foi muito criticada por colocar em risco a vida dos motoristas– ele justificou: “Achei que era muito importante mostrar meu afeto por eles. Amo o povo desse país. Teria sido desrespeitoso se eu ficasse lá três ou quatro dias e nem acenasse.”

Para fechar, repetiu o recado de respeito aos médicos e consideração pelas famílias que foram afetadas pela Covid-19 que vem publicando no Twitter desde que saiu do hospital.