Minutos após a vitória de Joe Biden na disputa presidencial dos Estados Unidos ser declarada pelos veículos de imprensa, o atual presidente e candidato derrotado na eleição, Donald Trump, publicou em seu site uma nota contestando o resultado e afirmando que sua campanha entrará na Justiça na segunda-feira (9) “para garantir que as leis eleitorais sejam completamente cumpridas e o vencedor legítimo tome posse”.

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No texto, Trump repete muitas das informações comprovadamente falsas que vem divulgando desde a quarta-feira (4), quando a contagem das cédulas passou a favorecer Biden. Ele diz que sua campanha não pôde supervisionar o processo e que houve inclusão de “votos ilegais”, conceito que não existe na lei americana.

“O fato simples é que esta eleição está longe de acabar”, escreveu. “Joe Biden não foi oficializado como vencedor em nenhum dos estados, muito menos nos estados altamente contestados que farão recontagens obrigatórias, ou nos estados onde a nossa campanha tem contestações legais válidas e legítimas que podem determinar o vitorioso definitivo.”

Nenhuma das alegações acima é verdadeira.

O presidente também voltou a insinuar que haveria corrupção no processo eleitoral e que o Partido Democrata estaria por trás da suposta fraude.

“O Povo Americano tem direito a uma eleição honesta: isso significa contar todas as cédulas legais, e não contar nenhuma das cédulas ilegais”, afirmou. “É chocante que a campanha de Biden se recuse a concordar com esse princípio básico e queira as cédulas contadas mesmo se forem fraudulentas, manipuladas ou enviadas por eleitores desqualificados ou falecidos.”

Ele concluiu que “somente um partido envolvido em irregularidades iria tirar os supervisores da sala de contagem ilegalmente –e depois brigar no tribunal para impedir seu acesso”.

Em um tuíte, horas depois, Trump dobrou a aposta, afirmando ter vencido a eleição. “EU VENCI A ELEIÇÃO, TIVE 71.000.000 DE VOTOS LEGAIS. ACONTECERAM COISAS RUINS QUE OS NOSSO OBSERVADORES NÃO TIVERAM A PERMISSÃO DE VER. NUNCA ACONTECERAM ANTES. MILHÕES DE CÉDULAS POR CORREIO FORAM ENVIADAS A PESSOAS QUE NUNCA AS PEDIRAM!”, escreveu.

Leia a íntegra da nota abaixo:

“Todos nós sabemos por que Joe Biden está com pressa de se afirmar falsamente como o vencedor, e por que seus aliadas da mídia tentam tanto ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja exposta. O fato simples é que esta eleição está longe de acabar. Joe Biden não foi oficializado como vencedor em nenhum dos estados, muito menos nos estados altamente contestados que farão recontagens obrigatórios, ou nos estados onde a nossa campanha tem contestações legais válidas e legítimas que podem determinador o vitorioso definitivo. Na Pensilvânia, por exemplo, nossos supervisores legais não tiveram acesso significativo para assistir ao processo da contagem. Os votos legais decidem quem é presidente, não o noticiário.

“A partir de segunda-feira, nossa campanha começará a processar nosso caso no tribunal para garantir que as leis eleitorais sejam completamente cumpridas e o vencedor legítimo tome posse. O Povo Americano tem direito a uma eleição honesta: isso significa contar todas as cédulas legais, e não contar nenhuma das cédulas ilegais. Esta é a única forma de garantir que o público tenha confiança total na nossa eleição. Ainda é chocante que a campanha de Biden se recuse a concordar com esse princípio básico e queira as cédulas contadas mesmo se forem fraudulentas, manipuladas ou enviadas por eleitores desqualificados ou falecidos. Somente um partido envolvido em irregularidades iria tirar os supervisores da sala de contagem ilegalmente –e depois brigar no tribunal para impedir seu acesso.

“Então o que é que Biden esconde? Não descansarei até que o Povo Americano tenha a contagem de votos honesta que ele merece e que a Democracia exige.”