A guerra da Ucrânia chegou ao 72º dia e a operação militar especial do presidente Vladmir Putin continua diante da resistência ucraniana. Uma acusação que impera contra os russos está no uso do estupro como arma. Karina Yershova tinha quase 23 anos quando tropas russas supostamente a estupraram e a mataram.

Foto: Agência Brasil

De acordo com Olena Dereko, mãe de Karina, a polícia disse que ela foi torturada. A jovem levou tiros nas pernas e chegou até a aplicar torniquetes nela mesma com o intuito de parar o sangramento. No entanto, ela acabou morta com um tiro na cabeça. Karina gerenciava um sushi bar e estava economizando dinheiro para entrar na universidade. Ela foi vista pela última vez com vida na escadaria do prédio em que ela morava.

O DW Brasil conversou com um homem que diz ter sido testemunha do assassinato de uma mulher que pode ter sido Karina. “Ele a colocou aqui, a cabeça estava inclinada para trás. Então, ele a pegou pelos braços e carregou ela pra lá. Depois, outro soldado atirou nela”. diz

Violência contra a mulher

Alona Kryvuliak é Diretora de Linhas Diretas Nacionais da La Strada-Ucrânia. Ela destaca que de 12 casos de estupro desde o início da guerra, 11 são de estupro coletivo. Em todos eles, as mulheres relataram que os agressores estavam bêbados ou consumiram drogas. Além disso, a relação sempre foi desprotegida, o que significa um enorme risco de gravidez indesejada e de doenças.

De acordo com a Comissária Ucraniana de Direitos Humanos Lydmila Denysova, quando um soldado russo estupra uma mulher ucraniana, várias presas pejorativas são ditas. “Uma menina, um menino e uma idosa, ele fica dizendo coisas como  ‘isso vai acontecer com todas as prostitutas nazistas”, diz

“Esses são sinais do genocídio do povo ucraniano”

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