Um russo preso sob suspeita de ter estuprado a própria mãe, de 64 anos, evitou ir a julgamento após se alistar no Exército da Rússia, que está em guerra contra a Ucrânia há quatro anos.

Mãos enrugadas de uma mulher idosa apoiadas sobre o colo, imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa mostra as mãos de uma idosa; caso envolve vítima de 64 anos. Foto: Divulgação

O caso aconteceu em Krasnoyarsk. O homem, identificado como Konstantin, havia sido preso em janeiro deste ano. Segundo reportagem do jornal britânico Daily Star, após a detenção, policiais teriam oferecido a ele a possibilidade de assinar um contrato militar e seguir para o фронte de batalha em troca da suspensão do processo criminal.

Pelo acordo, o suspeito não será julgado e também não terá antecedentes criminais registrados pelo caso. A medida faz parte de uma política adotada pelo governo russo desde 2022, que permite anistia ou suspensão de penas para presos que aceitem lutar no conflito contra a Ucrânia.

O histórico criminal do acusado chama atenção. Antes da nova acusação, ele já havia cumprido 13 anos de prisão pelo assassinato de uma mulher. Agora, com o alistamento, ele deve ser incorporado às forças russas que atuam na guerra.