A discussão da reforma trabalhista na Argentina causou tumulto e confrontos nos últimos dias. Manifestantes e forças de segurança se enfrentaram diferentes vezes desde a última quarta-feira (11). A polícia usou bombas de gás lacrimogênio e jatos d’água para dispersar a multidão, que arremessava objetos contra os policiais.

Protestos convocados por entidades sindicais, trabalhadores e integrantes da sociedade civil levaram aos confrontos na capital Buenos Aires. A concentração em frente ao Congresso, enquanto o Senado debatia o projeto das mudanças propostas pelo governo de Javier Milei, somou 71 pessoas detidas e 12 oficiais feridos, segundo informações da agência EFE.
A reforma foi aprovada na madrugada desta quinta-feira (12) pelo senado argentino. Unidades trabalhistas rechaçaram as mudanças, bem como as medidas de contenção do governo diante das manifestações. Já o governo federal defendeu a aprovação de modo a reduzir burocracias e processos trabalhistas.
Veja abaixo vídeos do confronto.
O que muda com a reforma
A Lei de Modernização Trabalhista foi aprovada no senado e segue para a câmara argentina. A expectativa do Executivo é que ela seja sancionada até o fim de fevereiro.
Um dos programas mais defendidos pelo presidente Milei, a reforma objetiva reduzir os poderes sindicais e os custos de contratação e litígio trabalhistas. A ideia do governo é flexibilizar o mercado de trabalho argentino, em que cerca de 40% da força de trabalho enfrenta a informalidade.
A legislação trabalhista vigente data da década de 1970. A nova lei pontua diferentes questões, como:
- Período de experiência que pode chegar a 8 meses;
- Jornada de trabalho de até 12 horas;
- Direito à greve contestado, podendo levar a demissão por justa causa.