Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias em 2025. Estima-se que mais de 340.000 familiares tenham sido diretamente afetados pelas perdas em todo o mundo. Os dados são da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgados na manhã desta terça-feira (21).

De acordo com Maria Moita, dirigente do departamento humanitário e de resposta da OIM, os números testemunham o “fracasso coletivo em evitar essas tragédias”.
Cerca de 1.500 pessoas morreram ou desapareceram e casos não foram averiguados
Os dados registrados no passado apontam que o número de mortos e desaparecidos (7.904) caiu em relação ao recorde histórico de 2024 (9.197), mas, em parte, devido a 1.500 casos suspeitos que não foram apurados. De acordo com a OIM, houve cortes na ajuda recebida pela organização.
Amy Pope, diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações, afirma que as rotas estão mudando em resposta aos conflitos e que os dados são essenciais para entendê-las.
Por trás desses números, há pessoas que fazem jornadas perigosas e famílias que ficam esperando por notícias que talvez nunca chegue. Os dados são essenciais para entender essas rotas e elaborar intervenções que possam reduzir os riscos, salvar vidas e promover caminhos migratórios mais seguros.
disse Pope
Rotas marítimas migratórias para a Europa são as mais perigosas
O novo relatório da OIM aponta que mais de quatro em cada 10 mortes e desaparecimentos ocorrem em rotas marítimas para a Europa, as mais perigosas e mortais do mundo. Os chamados “naufrágios invisíveis”, em que barcos inteiros se perdem no mar e nunca são encontrados, acontecem com frequência.
As 3.400 mortes e desaparecimentos registrados nas rotas marítimas para a Europa representaram 43% do total mundial de mortes em 2025, com a maioria das mortes (1.330) documentadas no Mediterrâneo Central.
aponta o relatório da OIM
As informações da OIM dão conta de que milhares de migrantes foram impedidos de ir além de áreas fronteiriças, com acesso limitado a abrigo, cuidados de saúde e proteção. Retornos e realocações aumentaram, sobrecarregando mais os serviços locais e dificultando a reintegração.
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