Na hora de prestar vestibular, Cristiana Toscano não tinha certeza nenhuma de que a medicina era a melhor escolha de carreira. “Eu pensei em psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e até musicoterapia, que era uma área que começava a despontar. Meus pais habilmente sugeriram seguir para a área médica que, na visão deles, permitiria seguir por uma dessas opções depois”, lembra.

(Foto: Getty Imagens)

 

Durante os três primeiros anos de curso na Universidade de São Paulo, novas incertezas apareceram e jogaram mais dúvidas sobre sua escolha.

“Eu pensava: isso não é para mim. Até que, no quarto ano, tive a oportunidade de fazer um estágio de quatro meses em capacitação e promoção da saúde de populações ribeirinhas da Amazônia”, conta. A saúde pública foi amor à primeira vista.

Outro evento que moldou a trajetória de Cristiana ocorreu no quinto ano de faculdade.

“Eu tranquei minha matrícula e fui fazer um estágio na Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi lá que descobri o interesse pela epidemiologia, uma abordagem que estava em pleno crescimento”, conta.

De volta ao Brasil, ela resolveu fazer residência em infectologia. Além do mestrado e doutorado, a médica ainda teve uma oportunidade de especializar-se em serviços de inteligência epidêmica no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.

Atualmente, Toscano é professora da Universidade Federal de Goiás e representa a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) no Estado. Além disso, a especialista atua como a única brasileira e latino-americana no Grupo Conselheiro Estratégico em Imunização de covid-19 da OMS.

A equipe de experts se reúne periodicamente para discutir os avanços das pesquisas que desenvolvem uma vacina contra a covid-19, estabelecer diretrizes sobre os grupos prioritários e definir recomendações sobre o uso dos candidatos a imunizantes.

Em entrevista à BBC News Brasil, a infectologista analisou o atual cenário de desenvolvimento das vacinas e as perspectivas de elas ficarem disponíveis à população nos próximos meses.

Para ler a entrevista na BBC Brasil clique aqui.