A prisão de um policial que não conseguiu confrontar um atirador em uma escola em Parkland, na Flórida, despertou nos EUA um debate sobre qual seria a punição justa.

 

Scot Peterson foi acusado de negligência depois que ele não conseguiu enfrentar um atirador na escola. Foto: (Broward County Sheriff)

 

Em fevereiro de 2018, o então policial Scot Peterson, de 56 anos, ficou do lado de fora do prédio da escola por 48 minutos, enquanto tiros de fuzil eram disparados durante o massacre.

O ataque deixou 17 mortos e outros 17 feridos.

Por aparentemente não ter agido, e por ter alertado outros policiais a não se aproximarem, Peterson foi criticado pelos pais de vítimas, autoridades e até pelo presidente Donald Trump.

Quinze meses depois do ataque, Peterson, que trabalhou na escola por 9 anos e foi demitido dias após a tragédia, foi preso, com sete acusações de negligência em relação aos menores de idade, três por negligência culposa e uma por perjúrio. No total, são 97 anos de prisão.

Enquanto muitos dizem que o comportamento dele foi fruto de uma falha moral, vários especialistas questionam qual era exatamente a responsabilidade do então policial em relação às crianças naquele dia e se, no julgamento, os promotores serão capazes de provar negligência. Outros dizem que ele está sendo usado como bode expiatório.

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