Um pastor, de 64 anos, começou a ser julgado pelo Tribunal Regional de Hamburgo, na Alemanha, sob a acusação de cometer graves abusos sexuais contra um adolescente de 15 anos. De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre março e abril de 2022.

Imagem do pastor sendo julgado por abusos sexuais no tribunal.
Segundo investigação policial, o pai da vítima teria recebido quase R$ 29 mil do pastor. Suspeito está sendo julgado por pelo menos três abusos sexuais diferentes contra o adolescente. Foto: Olaf Itrich/Bild

A investigação aponta que o pai da vítima teria vendido o próprio filho ao líder religioso por valores que, somados, ultrapassam os 5 mil euros, quase R$ 29 mil.

No primeiro dia de julgamento, o réu compareceu ao tribunal utilizando uma pasta escura para esconder o rosto das câmeras. Ele responde por três crimes de abuso sexual de menores. 

Segundo os relatos do processo, o primeiro contato aconteceu na casa paroquial de Hamburgo-Ochsenwerder, com a desculpa de tratar da confirmação religiosa do jovem. Naquela ocasião, o pai teria recebido 2.800 euros (aproximadamente R$ 16 mil) para permitir o crime. As informações são do jornal Bild.

Pastor é julgado por abusos sexuais contra menino, cometidos em diferentes locais

A acusação detalha que os encontros criminosos continuaram em outros pontos da cidade. Em uma segunda oportunidade, o clérigo e o pai do adolescente marcaram um encontro em um estacionamento, onde novos abusos ocorreram mediante o pagamento de 500 euros à vítima. 

O terceiro caso registrado na denúncia aconteceu em 30 de abril de 2022, em uma residência na região de Reeperbahn, onde o pastor teria desembolsado mais 2.000 euros (aproximadamente R$ 11.500).

Durante a sessão no tribunal, o pastor julgado por abusos sexuais optou por permanecer em silêncio. Para preservar a privacidade e a saúde mental da vítima, que ainda era menor de idade na época dos fatos, a Justiça determinou que o depoimento do jovem ocorresse sem a presença do público.

O pai da vítima, atualmente com 48 anos, já enfrentou o sistema judicial pelo envolvimento no caso. No ano passado, ele recebeu uma sentença de dois anos de liberdade condicional por forçar o filho à prostituição. No entanto, essa decisão ainda não é definitiva, pois tanto a defesa quanto a promotoria apresentaram recursos. 

Enquanto isso, o processo principal avança para definir a responsabilidade do pastor, que segue sendo julgado por todos os abusos sexuais relatados.

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