Ocorre nesta sexta-feira (21) a grande paralisação lunar. Apesar do nome que parece ter sido de um filme com catástrofes planetárias, trata-se de algo cíclico e normal relacionado à Lua. A tal da “paralisação”, basicamente, significa que o satélite natural da Terra aparecerá mais tempo no céu -mas só nos céus do hemisfério norte.

A paralisação lunar, que também pode ser chamada de lunistício, é um fenômeno em que a Lua chega em seu ponto mais ao Norte ou mais ao Sul -dependendo do hemisfério- durante a sua trajetória ao longo de mês lunar (que tem duração de cerca de 27 dias).

Pela posição de nascimento mais ao Norte -no caso atual-, a Lua fará um percurso no céu em uma altura maior. Com isso, acabará se mantendo mais tempo no céu do Norte.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Mas não se trata de uma paralisação qualquer, mas de uma grande paralisação. Isso porque os pontos de nascimento e pôr da Lua estão mais afastados -o que significa um tanto a mais de tempo no céu-, segundo a English Heritage.

Segundo Filipe Monteiro, astrônomo e pós-doutor do Observatório Nacional, o fenômeno ocorre devido às órbitas mútuas da Lua e da Terra.

“A Lua tem uma cerca inclinação em relação à eclíptica, ao caminho que a Terra faz ao redor do Sol. E a Terra também tem sua inclinação em relação ao plano da eclíptica”, diz Monteiro.

O astrônomo diz que essa combinação de órbitas com suas características faz com que o evento da grande paralisação lunar ocorra a cada 18,6 anos.

A transmissão ao vivo pode ser acompanhada (em inglês) pelo canal no YouTube da English Heritage.

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Paralisação lunar volta a ocorrer depois de 18 anos, mas só é visível do hemisfério norte

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