A Hacienda Healthcare foi alvo de uma investigação de assédio sexual em 2013. Foto: Google

 

A história de uma paciente em coma que deu à luz no Estado americano do Arizona chocou o mundo. É um exemplo de situação em que as mulheres estão particularmente vulneráveis ​​à agressão sexual e de uma nova vertente para o movimento #MeToo – vítimas que estão fisicamente impedidas de denunciar seus agressores.

A mulher, cujo nome não foi divulgado, deu à luz um menino em 29 de dezembro. Ela é paciente de uma clínica de repouso administrada pela Hacienda Healthcare, na cidade de Phoenix, e está em estado vegetativo há mais de uma década.

Os funcionários da clínica disseram que não sabiam que ela estava grávida até entrar em trabalho de parto.

O técnico em enfermagem Nathan Sutherland, de 36 anos, que trabalhava no local, foi preso acusado de abuso sexual e estupro de vulnerável. A polícia chegou até ele após obter uma ordem judicial para coletar amostras de DNA, que foram comparadas ao DNA do bebê.

Infelizmente, no entanto, este não é o primeiro episódio de violência sexual contra pacientes do sexo feminino sob cuidado médico prolongado que resultou em gravidez.

Foram registrados casos em todo o mundo, incluindo na Argentina, no Brasil, em Dubai e no Reino Unido, além de pelo menos três ocorrências prévias nos EUA.

Outro caso

Um dos casos aconteceu em Nova York em 1995, quando um auxiliar de uma casa de repouso estuprou e engravidou Kathy Cobb, de 29 anos. A gravidez foi detectada quando a mulher, em coma há vários anos, estava com quatro meses de gestação.

Os parentes dela eram católicos e foram contra abortar – Kathy levou a gravidez até o fim. Ela morreu em 1997, pouco antes do primeiro aniversário do bebê.

Seu agressor, John Horace, alegou no tribunal que acreditava que a gravidez poderia “acordá-la”. Ele ficou preso por 13 anos.

O caso levou à criação de uma nova legislação no estado de Nova York, que reforçou a checagem dos antecedentes dos funcionários que trabalham em casas de repouso – a “Lei de Kathy”, como ficou conhecida.

Mas as mulheres vulneráveis ​​ainda são muito mais propensas a serem vítimas de violência sexual nos Estados Unidos.

 

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