“Você é feio demais para ser gay”.

Foi o que Jakeb Arturio Bradea ouviu de um homem em um bar gay em Huddersfield, na Inglaterra.

Não era a primeira vez que ele escutava um comentário do tipo. Na verdade, foram várias vezes.

Bradea tentou, então, se matar.

(Foto: Reprodução BBC Brasil)

 

Problemas com a imagem corporal afetam milhões de pessoas em todo o mundo e vêm se tornando cada vez mais disseminados na comunidade gay, segundo a ONG LGBT Foundation, sediada em Manchester, na Inglaterra.

A entidade diz que homens gays e bissexuais são “muito mais propensos” do que homens heterossexuais a enfrentar tais problemas.

A BBC conversou com vários homens gays que vêm fazendo de tudo para mudar seus corpos — incluindo o uso de esteroides e cirurgia plástica — apenas para serem “aceitos” por outros membros da comunidade LGBT.

Muitos dizem que redes sociais e aplicativos de namoro estão aumentando a pressão em busca do “corpo perfeito”.

“Pessoas com corpos impressionantes recebem todos os comentários e a atenção”, diz Jakeb. “Eu não saio para encontros porque tenho medo de que as pessoas me vejam na vida real. Honestamente, faria uma cirurgia plástica se pudesse pagar.”

Anabolizantes e quase morte

Em vez de cirurgia, alguns anos atrás, Jakeb recorreu ao uso de esteroides anabolizantes — sem acompanhamento médico — para aumentar a massa muscular.

“Malhava e ia à academia, mas chegou uma hora que não conseguia ficar mais musculoso. Na minha cabeça, precisava ser maior”, diz ele.

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