(Foto: Elza Fiúza/ABr)

Durante um ato com movimentos de esquerda, Maduro, cuja reeleição é questionada por mais de 50 países que a consideram resultado de eleições “fraudulentas”, disse que nunca antes “um presidente do Brasil havia ameaçado invadir um povo vizinho”, e daquela visita a seu colega Donald Trump, e sua posterior reunião em Israel com Binyamin Netanyahu, Bolsonaro “veio mais louco do que nunca”.

“Qual é a casus belli (motivo de guerra)? Vai invadir por quê? A Venezuela roubou algo do Brasil? A Venezuela agrediu o Brasil? Com quem Bolsonaro conta para uma guerra? Com o povo do Brasil? Com as forças militares do Brasil? Por onde vão entrar? Não lhes parece uma loucura?”, questionou.

Na segunda-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou em Washington que o Brasil não é partidário de uma intervenção militar para solucionar a crise na Venezuela.

Bolsonaro diz que o governo socialista venezuelano é uma “ditadura”. Durante sua visita recente aos Estados Unidos, em março, se mostrou favorável a uma intervenção juntamente com os EUA e a permitir que tropas americanas estacionem no Brasil, na região da fronteira com a Venezuela.

Na ocasião, o governo venezuelano acusou Bolsonaro e Trump de fazerem “apologia à guerra”. “É grotesco ver dois chefes de Estado com responsabilidades internacionais fazer apologia da guerra, sem nenhuma vergonha, em flagrante violação à Carta das Nações Unidas”, disse o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela.

Trump e Bolsonaro não reconhecem a legitimidade de Maduro por considerar sua reeleição em 2018 fraudulenta, e apoiam o chefe do Parlamento, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.