| Fotos e ilustrações de Rebecca Hendin / David Mabrie / Getty / BBC Three

 

Crystal adorava trocar selfies com os amigos. Com frequência, porém, ela se detia por um instante antes de enviar suas próprias fotos: “Não conseguia parar de olhar como o filtro do Snapchat mudava o meu rosto“, disse à BBC.

“Ele definia meu queixo, delineava as maçãs do rosto e deixava meu nariz mais reto, o que sempre me fazia sentir um pouco insegura”, conta a assistente médica de 26 anos, de San Diego, na Califórnia (EUA).

Crystal, que aparece na foto acima, diz que às vezes conseguia um aspecto semelhante usando maquiagem, mas que não tinha tempo de “se pintar” todos os dias para chegar ao mesmo resultado.

Em uma tentativa então de ter o rosto parecido de fato com a versão que via com o filtro das flores do Snapchat, ela decidiu fazer preenchimentos no nariz e embaixo dos olhos.

“As pessoas não percebem que eu me submeti a um procedimento. Elas pensam que eu perdi peso ou algo do tipo”, diz Crystal, que agora se sente feliz compartilhando selfies sem filtros.

Ela faz parte do crescente número de jovens que buscam em procedimentos estéticos um caminho para ficarem mais parecidos com as selfies que tiram.

De acordo com um novo estudo da Academia Americana de Cirurgia Facial, Plástica e Reconstrutiva, 55% dos cirurgiões plásticos faciais atenderam em 2017 pacientes que queriam passar por cirurgias para aparecer melhor em selfies, em comparação com 13% em 2013.

O estudo também identificou que 56% dos cirurgiões pesquisados notaram um aumento no número de clientes com menos de 30 anos de idade.

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