Virginia Hislop, 105, começou uma pós-graduação em Educação da Universidade Stanford, na Califórnia, em 1940. Mas, somente 80 anos depois, ela concluiu o mestrado e recebeu o diploma.

Virginia Hislop começou os estudos em Stanford em 1936. Na época, seu plano era se formar bacharela em educação, o que fez em 1940, e depois fazer um mestrado na área para poder ser professora, segundo informações publicadas no site da Stanford. Ginger, como é conhecida, queria proporcionar oportunidades para mentes jovens, seguindo os passos de sua avó e de sua tia Nora.

Planos foram interrompidos durante a 2ª Guerra Mundial. Pouco antes de Virginia entregar a dissertação, em 1941, seu então namorado George Hislop -que integrava o Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva de Stanford , foi convocado para servir durante a Segunda Guerra Mundial.

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Foto: Reprodução

Situação levou o casal a se casar, e obrigou Ginger a deixar a universidade. “Pensei que [o mestrado] era uma coisa que eu poderia retomar depois, se precisasse. E sempre gostei de estudar, então isso realmente não me preocupou muito. Mas casar, sim”, explicou Ginger, que nasceu em Palo Alto e nesta sexta-feira (21) mora em Yakima, Washington.

No domingo (16), 83 anos depois, ela enfim recebeu o diploma. “Uma defensora ferrenha da equidade e da oportunidade de aprender. nesta sexta-feira (21) estamos orgulhosos de conferir o título de mestre em educação à nossa formanda de 105 anos”, discursou o decano da Escola de Educação de Stanford, Daniel Schwartz, na cerimônia de formatura. A celebração contou com a presença dos netos e bisnetos de Ginger, e os colegas formandos a aplaudiram de pé.

Mestrado é um ‘reconhecimento’ pelo trabalho de Ginger na educação. Segundo a ABC News, Stanford eliminou a exigência da dissertação para dar o diploma, mas o site da universidade não deixa claro o que aconteceu.

Em seu discurso, Ginger sugeriu que o mestrado é um recompensa pelo seu trabalho na educação ao longo da vida. “Para mim, este diploma é um reconhecimento dos muitos anos que dediquei trabalhando pelas escolas na área de Yakima e em diversos conselhos”, afirmou.

Atualmente, Ginger faz trabalho comunitário e cuida do jardim de casa. A rotina, segundo ela, a mantém afiada. “A maior lição que aprendi com ela é que você nunca para de aprender”, disse o genro de Ginger, Doug Jensen, ao site da Stanford. “Ela é uma leitora voraz e, aos 105 anos, ainda está ativa. Não há musgo crescendo debaixo de seus pés.”

“Acho que todas as crianças deveriam ter a oportunidade de desenvolver seu potencial da melhor maneira possível, e que todas deveriam ter a chance de buscar o ensino superior se assim desejassem. Tenho feito esse trabalho [na educação] por anos e é bom ser reconhecida com este diploma”, disse Virginia, durante sua formatura em Stanford.

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Impedida pela 2ª Guerra Mundial, idosa de 105 anos recebe diploma de mestrado

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