Enquanto a defesa de Bruce McArthur tentava pedir redução de pena, o serial killer voltou aos holofotes por ficar conhecido como um criminoso que ganhava a vida como Papai Noel e jardineiro, mas por trás do ‘bom velhinho’, escondia uma personalidade fria e macabra.

McArthur matou diversos homens e escondeu os corpos em vasos de plantas de clientes no Canadá. O crime foi cometido durante sete anos. As vítimas eram solicitantes de asilo, usuários de drogas sem-teto e até mesmo um pai casado que escondia a homossexualidade.
Aos 23 anos, o criminoso se casou com Janice Campbell, com quem teve um casal de filhos. Mesmo após revelar a sexualidade para a esposa, os dois permaneceram morando juntos alguns anos. Após a separação oficial, ele se mudou para Toronto, em 1997.
Foi em 2010 que os desaparecimentos começaram a acontecer. A primeira vítima, Skandaraj Navaratnam, recém-chegado do Sri Lanka, foi visto saindo de um pub com um estranho. Depois dele, Abdulbasir Faizi sumiu também. Dois anos depois, Majeed Kayhan desapareceu. As informações são do jornal Mirror.
Em 2012, as autoridades começaram a investigar o paradeiro dos desaparecidos, mas sem conseguir “estabelecer se esses senhores haviam sido vítimas de algum crime”, a investigação foi abandonada em 2014.
Logo depois, em 2015, Soroush Mahmudi – imigrante iraniano – desapareceu. No ano seguinte, em 2016, Dean Lisowick – viciado e com envolvimento em prostituição – também não foi mais visto. Apenas em agosto 2017 outra investigação iniciou, após o sumiço de Selim Essen em abril e Andrew Kinsman em junho.
Kinsman era conhecido na comunidade LGBTI+ em Toronto e foi essencial para solução do caso. A polícia descobriu uma anotação no diário de Andrew com o nome de Bruce. As imagens de segurança mostravam Kinsman entrando em um carro vermelho no dia em que desapareceu.
As autoridades realizaram uma investigação para descobrir a quem pertencia o veículo e chegaram no nome do serial killer. A prisão de McArthur foi cinematográfica: policiais invadiram o apartamento em 18 de janeiro de 2018 e encontraram um homem algemado à cama com um saco preto na cabeça. A boca estava sendo colada com fita adesiva pelo assassino.
Inicialmente, Bruce foi acusado de dois homicídios qualificados, mas depois ele se declarou culpado de oito homicídios qualificados e foi condenado à prisão perpétua.