Um homem foi condenado a três anos de prisão por ligar para a polícia avisando que tinha colocado o próprio bebê nos trilhos do trem após flagrar uma traição da esposa. A condenação aconteceu justamente porque a história não passou de um trote. Junto com outro suspeito, os dois causaram um prejuízo significativo aos cofres públicos na região de West Midlands.

Imagem ilustrativa para o caso de um homem que ligou para polícia afirmando ter colocado o bebê no trilho do trem. Imagem mostra o trilho de um trem.
Homem avisa polícia que colocou o próprio bebê nos trilhos do trem após descobrir traição da esposa. Foto ilustrativa: Freepik

Os homens realizaram 122 ligações falsas ao longo de 78 dias, entre 2024 e 2025, utilizando diversos celulares, cartões SIM e até alterando sotaques para tentar despistar as autoridades. Segundo a polícia, as falsas ocorrências levaram mais de R$ 600 mil em recursos públicos, já que mobilizaram equipes de emergência para situações inexistentes.

Trotes e histórias inventadas mobilizaram autoridades

Entre os relatos, os homens chegaram a afirmar que haviam sido baleados e até que tinham assassinado familiares, incluindo uma esposa grávida. Além disso, eles acompanhavam a movimentação das equipes enviadas aos locais.

Em uma das ligações mais alarmantes, um dos suspeitos acionou o número de emergência alegando ter abandonado o próprio bebê chamado Josh nos trilhos de um trem após descobrir uma suposta traição da companheira, em agosto de 2024.

A denúncia desencadeou uma grande operação, com cerca de 20 viaturas e mais de 30 policiais mobilizados, além de suporte aéreo. Durante a ação, mensagens trocadas entre os envolvidos revelaram o nível de frieza.

Em um dos diálogos, o suspeito afirmou: “Consegui o helicóptero“, enquanto Khan pediu que ele filmasse a operação. Em outro momento, ao comentar uma notícia sobre falso alarme de bomba, Shaffi escreveu: “Eles não são como nós, cara, fazemos o nosso trabalho sem sermos detectados“.

O caso foi julgado no Tribunal da Coroa de Birmingham. O suspeito, residente em Barrows Road, Sparkbrook, declarou-se culpado de causar perturbação pública intencionalmente ou por negligência e foi condenado a três anos de prisão no dia 7 de abril.

Já o outro homem, morador de Whichford Grove, Bordesley Green, foi considerado inapto para ser julgado. Ainda assim, um júri o considerou culpado pelos atos, e a sentença será definida posteriormente.

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