Os EUA chegam nesta terça-feira (8) ao que os americanos chamam de prazo de “porto seguro”, data em que todas as contestações eleitorais estaduais, como recontagens e auditorias, devem ser concluídas.

Embora o presidente Donald Trump insista na tese de que houve fraude nas eleições de 3 de novembro, ele ainda não foi capaz de apresentar provas que invalidem a vitória do democrata Joe Biden.

Com a chegada do prazo de “porto seguro”, os esforços para anular a eleição presidencial devem se esgotar.

 

 

Em tese, a campanha do republicano ainda pode entrar com ações judiciais para contestar os resultados certificados após esta terça. Os tribunais estaduais, no entanto, provavelmente rejeitarão qualquer novo processo que desafie a lisura da eleição.

Atualmente, existem alguns processos em nível estadual que ainda não foram concluídos na Geórgia, no Arizona, em Wisconsin e na Pensilvânia. Há também uma petição perante a Suprema Corte americana envolvendo o recurso de uma ação judicial na Pensilvânia.

A continuidade dos processos federais após o prazo de “porto seguro”, por sua vez, ainda é uma questão em aberto. O mais provável é que eles tenham prosseguimento. Neste momento, existem três ações federais restantes: dois em Wisconsin e um no Arizona. A expectativa é a de que elas sejam encerradas em breve.

Quase todos os estados já certificaram seus resultados e, após a chancela da Califórnia na última sexta-feira, Biden garantiu oficialmente mais do que os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para se tornar presidente.

Nessa segunda, a Geórgia concluiu sua segunda recontagem e certificou novamente a vitória de Biden. O Colégio Eleitoral dará seus votos para eleger oficialmente o novo presidente dos EUA na próxima segunda-feira (14).