Novos documentos envolvendo o caso do bilionário Jeffrey Epstein e uma suposta ‘droga-zumbi’ trouxeram à tona arquivos ligados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que indicam que ele mantinha algumas plantas utilizadas na produção de uma substância conhecida por comprometer a vontade das pessoas. O manejo era realizado em uma propriedade afastada de Epstein. As informações foram publicadas pelo portal UOL.

De acordo com os registros, Epstein demonstrava interesse direto no cultivo das chamadas “trombetas”, flores associadas à produção da escopolamina. Em uma troca de e-mails datada de 2014, ele questiona uma assistente sobre o estado dessas plantas no viveiro.
A substância extraída dessas plantas, popularmente chamada de “droga zumbi”, tem como base espécies do gênero Brugmansia, conhecidas como trombeta-de-anjo. A escopolamina, principal composto ativo, é associada a efeitos severos sobre o sistema nervoso central, incluindo perda de memória, desorientação e forte redução da capacidade de resistência da vítima.
Mensagens anexadas aos arquivos mostram que Epstein recebeu conteúdos detalhando os efeitos da substância. Em um dos materiais, trechos destacados descreviam a capacidade da droga de tornar pessoas altamente sugestionáveis, com perda significativa da autonomia e do controle sobre suas ações.
Epstein e a droga-zumbi: entenda como a substância funciona no organismo
Especialistas apontam que a escopolamina atua bloqueando neurotransmissores importantes, levando a um estado de vulnerabilidade extrema. Em níveis elevados, pode causar alucinações, paralisia e até risco de morte. Por esse motivo, o uso é considerado particularmente perigoso e, em contextos criminais, difícil de detectar por exames convencionais.
Relatos incluídos nos documentos indicam situações em que vítimas, sob efeito da substância, teriam seguido instruções sem questionamento, inclusive entregando bens pessoais ou permitindo acesso às residências sem resistência.
A divulgação do material aumenta a pressão por novas investigações envolvendo o círculo de contatos de Epstein. Autoridades norte-americanas analisam milhões de páginas relacionadas ao caso, enquanto nomes ligados ao empresário voltam ao centro do debate público. O caso segue em investigação.