No mesmo dia em que manteve seu primeiro diálogo com Jair Bolsonaro, o mandatário argentino, Alberto Fernández, conversou também com o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

A conversa, por videoconferência, durou 35 minutos. Fernández estava na Casa Rosada, acompanhado de seu chefe de gabinete, Santiago Cafiero, e do chanceler, Felipe Solá.

Joe Biden – Foto: Reprodução/Instagram

Fernández felicitou Biden pela eleição e disse que seu triunfo foi “uma grande oportunidade de gerar o melhor vínculo para que os EUA se reencontrem com a América Latina”.

Segundo a Casa Rosada, Biden afirmou que “o continente tem um grande potencial, com uma democracia sólida” e que sua administração terá “uma ampla agenda para trabalhar desde o Canadá até a Argentina”. Disse ainda que sua intenção é ter “uma relação sólida com o continente”.

Fernández afirmou que estão sendo “anos difíceis para a América Latina”. Acrescentou que gostaria “que as coisas mudassem” e que vê no democrata “uma alternativa”. Manifestou, ainda, que deseja uma “relação sólida e madura, defendendo a segurança e as democracias no continente”.

Alberto Fernández – Foto: Reprodução/Instagram

Biden, por sua vez, disse estar interessado na luta contra a mudança climática e contra a pobreza e preocupado com os refugiados. Ambos compartilharam sua admiração pelo papa Francisco, e Biden afirmou que o pontífice foi “um grande apoio quando ocorreu uma tragédia em sua família”.

Biden também se mostrou, segundo a Casa Rosada, preocupado com a situação econômica da América Latina e disse que estaria disposto a “ajudar o continente em sua recuperação econômica”. Para a Argentina, esse tema é central, uma vez que o país está negociando sua dívida de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 235 bilhões) com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O presidente eleito americano elogiou a Argentina: “Vocês têm um país com uma grande quantidade de recursos humanos e naturais”.