O trágico incêndio que matou 40 pessoas e feriu mais de 100 na noite de Réveillon em uma estação de esqui na Suíça ganhou novos desdobramentos com a revelação de que um dos proprietários do bar envolvido possui um histórico criminal de mais de duas décadas.

Um sócio do Le Constellation — a boate de luxo em Crans-Montana onde o incêndio aconteceu — já foi condenado por uma série de crimes graves, incluindo prostituição, sequestro, cárcere privado, fraude e exploração sexual, segundo revelou o jornal francês Le Parisien.
“Ele é conhecido por casos de prostituição que remontam a cerca de vinte anos, bem como por um caso de sequestro e cárcere privado. Ele foi preso em Savoie”, relatou a publicação.
A rádio belga RTL também confirmou que o homem cumpriu pena por esses crimes, citando fontes jurídicas que reforçam o histórico do empresário francês, originário da ilha da Córsega.
O incêndio teria começado quando garrafas de champanhe com velas pirotécnicas — popularmente chamadas de “estrelinhas” — foram levadas próximas ao teto, o que causou uma rápida propagação das chamas. Frequentadores do bar ficaram presos e não conseguiram escapar.
Apesar da gravidade do caso, até o momento ele e a esposa, também sócia do local desde 2015, não foram indiciados formalmente e seguem em liberdade. O dono não estava presente na casa noturna no momento do incêndio, mas a companheira sofreu queimaduras nos braços e está colaborando com as autoridades.
A procuradora-geral da Suíça, Beatrice Pilloud, afirmou que a promotoria pretende abrir um inquérito por “incêndio criminoso por negligência” e “homicídio culposo por negligência”, caso fique comprovado que houve responsabilidade criminal por parte dos sócios.
“Tudo indica que o incêndio começou com velas colocadas em garrafas de champanhe, que foram levadas muito perto do teto, causando uma conflagração rápida e generalizada”, destacou Pilloud.