Morando no México desde abril, o curitibano Jorge Maximo fez um relato sobre os momentos de desespero vividos por ele e sua família após o terremoto que atingiu o país na tarde desta terça-feira (19). À Banda B, ele contou que mora em Puebla, justamente o epicentro do terremoto de 7,1 graus na escala Richter, e descreveu que a força do fenômeno danificou prédios públicos e várias casas ficaram rachadas. As mortes no país após o terremoto já passaram de 225.

No relato, Maximo contou que a força do fenômeno trouxe dificuldades até para se manter em pé. “Foi bastante oscilatório e trepidatório, você chegava a pular no local. Eu e minha família saímos de casa, foi um desespero toral”, comentou.

Maximo contou que esse foi o segundo terremoto que presenciou. O primeiro foi na semana passada de, 8.4 graus na escala Richter, mas o epicentro estava mais distante. “Após este de terça, várias pessoas estão acampadas e temos alguns bombeiros, que são considerados os melhores do mundo neste resgate de escombros, trabalhando em escolas e outros prédios em busca de vítimas”, contou.

Hoje, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, decretou nesta quarta-feira três dias de luto. As buscas de sobreviventes continuam nas áreas afetadas. O tremor ocorreu às 13h14 (hora local) de terça-feira, exatamente 32 anos depois do poderoso tremor de 19 de setembro de 1985, de 8,1 graus, que deixou milhares de mortos na capital mexicana.