O bilionário Nathan Kirsch, de 94 anos, vendeu seu império alimentício Jetro Restaurant Depot, avaliado em R$ 150 bilhões (US$ 29 bilhões) no último fim de semana. A transação ocorreu com a Sysco, líder global na comercialização de alimentos. A data prevista para a conclusão do negócio é no terceiro trimestre do ano fiscal de 2027.

Imagem do bilionário Nathan Kirsch, que vendeu empresa do ramo alimentício. Ele é um homem de 94 anos, de cabelos grisalhos, olhos claros e usa uma camisa branca sob um colete cinza.
Bilionário Nathan Kirsch, de 94 anos, vendeu empresa do ramo de alimentos. Foto: Reprodução/YouTube

Com o foco da Jetro na distribuição para restaurantes independentes e pequenos comerciantes, a entrada da Sysco no porfólio da antiga rede de Kirsch promete impactar a cadeia de suprimentos alimentícios em escala global. As informações são da Forbes.

A história do bilionário Nathan Kirsch e a venda da empresa

Kirsch nasceu em Potchefstroom, África do Sul, em 6 de janeiro de 1932. Aos 26 anos, iniciou seu primeiro empreendimento, uma companhia de moagem de milho e malte em Essuatíni, na África Austral.

Em 1970, ele retornou à África do Sul e adquiriu uma distribuidora atacadista de alimentos. O modelo de operação baseava-se na venda de mercadorias diretamente a lojistas, antecipando o formato da futura Jetro.

Já em Nova York, Estados Unidos, Kirsch fundou a atacadista e varejista Jetro. Ele mantinha-se como dono majoritário da rede, que hoje soma 166 unidades em 35 estados dos EUA e cerca de 725 mil clientes.

O impacto na indústria alimentícia

O modelo original da empresa remete a um segmento alimentício historicamente negligenciado pelas grandes distribuidoras. Pequenos restaurantes, buffets e comerciantes independentes foram os mais privilegiados pelo tipo de operação da Jetro ao longo de cinco décadas.

O negócio era considerado único e sem concorrentes nos EUA, com a compra direta nos depósitos e com menos custos operacionais. Parte da logística fica a cargo do próprio consumidor, barateando os valores do repasse final.

Já o modelo operado pela Sysco vai na contramão dessa proposta. A absorção da Jetro elimina um concorrente direto e uma espécie de mecanismo de controle de preço, segundo análise da Forbes.

O modelo tradicional da Sysco atende a clientes em grande escala, com distribuição sob encomenda e serviços de consultoria. Grandes redes e contratos de longa duração constituem o principal ramo de atuação da empresa.

Agora, com a fusão, há empresa ganha um poder de barganha sem precedentes perante produtores globais de carne, laticínios e vegetais. Isso pode forçar fornecedores globais a reduzir margens, afetando a cadeia de suprimentos desde a fazenda até a mesa, segundo a publicação.

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