Avião desapareceu em março de 2014 com 239 pessoas a bordo | Foto: AFP/Getty
O governo da Malásia fechou um acordo com uma empresa norte-americana para tentar solucionar um dos grandes mistérios da história da aviação. A Ocean Infinity, companhia de exploração subaquática, vai retomar as buscas ao avião da Malaysia Airlines, desaparecido há quase quatro anos.
A empresa tem um prazo de 90 dias para realizar as buscas e só receberá pagamento se encontrar a aeronave. O avião que fazia o voo MH370 – de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequim, na China – desapareceu em 8 de março de 2014, com 239 pessoas a bordo.
A operação de buscas foi suspensa em janeiro do ano passado, após 1.046 dias, gerando protestos de familiares de tripulantes e passageiros da aeronave.
Por que a nova operação de busca é diferente?
A Ocean Infinity alugou um navio de pesquisa norueguês para realizar a missão. A embarcação possui vários submarinos autônomos, o que deixaria a operação mais ágil do que a anterior.
Além disso, as buscas serão conduzidas em uma área bem menor, mapeada pela Secretaria de Segurança dos Transportes australiana. A área de 25 mil quilômetros quadrados está localizada ao norte da zona explorada anteriormente, no sul do Oceano Índico.
O contrato firmado com a Ocean Infinity é baseado no princípio do “no cure no pay” (“se não salvar, não recebe”, em tradução livre), adotado há séculos na indústria de recuperação de cargas valiosas naufragadas.
Como o voo MH370 desapareceu?
O avião da Malaysia Airlines decolou de Kuala Lumpur e, de acordo com a rota estabelecida, deveria ter seguido para nordeste, passando por Camboja e Vietnã, até chegar à China.
Mas, algumas horas depois após a decolagem, a aeronave parou de se comunicar com a torre de controle e, segundo as poucas informações existentes, teria desviado para oeste e começado a voar em direção ao sul.
Os dados de rastreamento divulgados pelas autoridades da Malásia parecem confirmar que o avião caiu no Oceano Índico, no sudoeste da Austrália.
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