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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta quarta-feira o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país. Em comunicado, Trump afirma que, fazendo uso de seu posto “legítimo” eleito pelo povo venezuelano, a Assembleia Nacional invocou a Constituição local para declarar o presidente Nicolás Maduro como “ilegítimo”, o que deixaria a presidência vaga. “O povo da Venezuela tem se pronunciado de modo corajoso contra Maduro e seu regime e exigido liberdade e o Estado de Direito”, afirma a nota da Casa Branca.

Trump afirma que continuará a usar “todo o peso do poder econômico e diplomático dos Estados Unidos para pressionar pela restauração da democracia venezuelana”. Ele diz ainda que encoraja outros governos do Hemisfério Ocidental a reconhecer Guaidó como presidente interino e trabalhar de modo construtivo com eles em apoio aos esforços do parlamentar para “restaurar a legitimidade constitucional”.

“Nós continuamos a considerar o ilegítimo regime de Maduro como diretamente responsável por quaisquer ameaças que possam se apresentar à segurança do povo venezuelano”, afirma Trump. A nota termina citando declaração anterior do próprio Gaidó, segundo a qual a “violência é a arma do usurpador” e há apenas uma ação clara a ser feita: “seguirmos unidos e firmes por uma Venezuela democrática e livre”.