Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Foto: Juliano Cunha - Banda BFoto: Juliano Cunha – Banda B

A Trincheira do Atuba, que ficou conhecida popularmente pelo nome de “Trincheira da Vergonha” e já foi protagonista de várias matérias da Banda B, voltou a ser alvo de reclamações por parte dos moradores da região. Principal ligação dos municípios de Curitiba, Colombo e Pinhais pela BR-116, a trincheira já estava com obras em andamento sob responsabilidade da concessionária Autopista Régis Bittencourt, mas um impasse nas posses de alguns terrenos provocou a paralisação no mês de agosto e as fortes chuvas dos últimos dias voltaram a provocar transtornos para moradores e comerciantes.

De acordo com o comerciante Marcelo Borges, não é necessário chover muito para a trincheira voltar a ficar um caos, já que o trânsito se acumula rapidamente. “Alaga tudo com chuvas rápidas. Daí quase ninguém passa e quando o ônibus tenta, joga todo o esgoto dentro das nossas lojas”, afirmou.

Segundo o comerciante, eles já fizeram de tudo para que o problema seja solucionado, mas o empurra-empurra entre os órgãos chega a irritar. “Ninguém soluciona o problema., são só desculpas. Nossos impostos estão em dia e nada é feito”, concluiu.

O projeto de reformulação da Autopista Régis Bittencourt inclui, além da construção de uma trincheira adicional, um desvio circular para acesso local e para a BR-116, adequação de vias para conexão com o tráfego local e implantação passagem para pedestres. A concessionária, porém, afirma que não pode concluir a obra por não possuir a posse de alguns terrenos do entorno da trincheira, no município de Colombo.

“A Autopista Régis Bittencourt informa que as obras do Trevo da Cruz do Atuba, no km 17,5, estão paralisadas desde agosto deste ano. Em razão do atraso na imissão de posse de áreas adjacentes ao Trevo, cujos processos de desapropriação ainda tramitam na 1ª e 2ª Varas de Colombo, as obras da trincheira não podem prosseguir e, por este motivo, foram paralisadas. A Concessionária iniciou as obras em janeiro deste ano, com a implantação dos viadutos, porém, a construção da trincheira adicional e toda a parte viária do trevo aguardam a liberação das áreas em questão. Quanto à drenagem, a Concessionária informa também que o sistema projetado para as trincheiras eliminará o problema local de alagamentos, contudo, a desobstrução e a manutenção do canal do Rio Atuba não é de responsabilidade da Autopista Régis Bittencourt.”

A Banda B entrou em contato também com a Prefeitura de Colombo, que informou que, como a obra não é de responsabilidade da administração municipal. Por fim, a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) garantiu que os terrenos são particulares e nada pode fazer para interferir.

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