Por Denise Mello e Djalma Malaquias

No Dia Nacional de Mobilização contra as reforma da Previdência e trabalhista, centenas de trabalhadores se reúnem desde cedo nesta quarta-feira (15) na Praça Santos Andrade, em Curitiba. De braços cruzados, professores estaduais e municipais, além de bancários e servidores de outras secretarias se concentram para seguir em caminhada até a sede da Prefeitura de Curitiba e do Governo do Paraná. A greve geral está programada apenas para esta quarta na maioria das categorias, porém, motoristas e cobradores, professores estaduais e professores da rede municipal de Curitiba já definiram que seguem em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta.
” O país entendeu o absurdo destas reformas propostas pelo governo federal e a educação também está mobilizada. É preciso deixar claro que a sociedade não vai aceitar perdas de direito. Do jeito que está, ninguém vai se aposentar e todos entenderam isso e estão reagindo”, afirmou Marlei Fernandes, da APP-Sindicato.
Nas escolas municipais de Curitiba a adesão chega a 95% de paralisação nesta quarta, informa o Sindicato dos Servidores do Magistério (Sismac). E a greve continua nesta quinta. “Vamos tentar que representantes da prefeitura nos recebam e nos mostrem avanços na database que é dia 31 de março, além de outros itens como a contratação de profissionais. Estamos nesta luta contra as reformas e já decidimos que não voltamos ao trabalho nesta quinta”, disse Franciele Costa, da diretoria do Sismac.
Outras categorias
Centenas de categorias cruzaram os braços nesta quarta em todo o país. Em Curitiba não há coleta de lixo, assim como os ônibus não circulam. Bancários também não vão abrir as agências hoje.