Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Fotos: Juliano Cunha – Banda B

Cerca de 50 operários da Arena da Baixada fecharam a Avenida Presidente Getúlio Vargas na tarde desta quarta-feira (9) para protestar contra a falta de pagamento por parte dos patrões. Os trabalhadores são em sua maioria haitianos e prestam serviço à empresa A.A. Camargo, empresa terceirizada que realiza os trabalhos de instalação elétrica do estádio que será sede da Copa do Mundo.

A empresa que realiza os pagamentos alega que não recebeu o repasse da CAP S/A, empresa de responsabilidade do Atlético Paranaense. Já a diretoria do Furacão, diz que o problema está nos repasses por parte da Fomento Paraná. A empresa do governo do estado, porém, nega qualquer problema nos repasses.

Um trabalhador que não quis se identificar reclamou das demoras nos pagamentos, já que todos os lados possuem responsabilidades a serem cumpridas. “Sempre estoura no lado mais fraco que é o dos trabalhadores. É uma incompetência já que fizeram a copa vir para cá e agora ficam nesse empurra para um empurra para o outro. O trabalhador não merece isso, nós também temos compromissos com a nossa família”, disse.

Atualmente, são 1,3 mil operários trabalhando na obra. No ano passado, em dezembro, também ocorreu uma paralisação, que foi maior. Na ocasião, cerca de 250 trabalhadores pararam suas atividades por três dias. Ao todo, o Atlético precisa de R$ 6 milhões para sanar os débitos de emergência e colocar as contas em dia. Esse número foi repassado para a Fomento Paraná, que corre para conseguir recursos com o governo do estado até sexta-feira.

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Trabalhadores em greve da Arena fecham avenida e exigem pagamento dos salários

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