Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento
Os trabalhadores da URBS (Urbanização de Curitiba) rejeitaram, em assembleia na manhã desta quarta-feira, a nova proposta da empresa, que previa o parcelamento do reajuste de 9,33% (inflação do período) de setembro a fevereiro do ano que vem. Com isso, a paralisação – que afeta a fiscalização do trânsito, atendimento do cartão transporte e a manutenção dos semáforos e estações tubo – continua pelo menos até a tarde de hoje.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), uma nova proposta da categoria foi aprovada durante a assembleia e será levada à URBS.
“Nós aprovamos uma nova proposta e vamos levar a eles e aguardar uma resposta agora de tarde. Enquanto isso, a área operacional, de manutenção e limpeza estão paralisadas, apenas com a parte da administração funcionando, mas de forma precária. Hoje se houver algum problema de trânsito na cidade não haverá agentes”, garantiu Valdir Mestrini, presidente do Sindiurbano.
O sindicalista explicou o que os trabalhadores pediram à URBS. “Pedimos o pagamento da inflação do período, de 9,33%, e o pagamento retroativo de maio, que é a nossa database. A proposta de parcelamento não agradou a categoria”, afirmou.
Por meio de nota, a Prefeitura de Curitiba enviou nota sobre a paralisação:
“A Urbs informa que as negociações com o sindicato continuam. Depois de rejeitar as propostas apresentadas pela Urbs, a entidade apresentou uma nova contraproposta, que será avaliada.
Na Urbs, os serviços de atendimento à população – para cartão transporte e outros serviços – estão funcionamento normalmente. Na Secretaria Municipal de Trânsito, uma equipe reduzida de agentes faz o atendimento de emergência a semáforos e orientação de pontos de alagamento.”