O jovem Miguel Ângelo Miguel Duarte, de 24 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) pelo assassinato, estupro e ocultação do cadáver da jovem Layane da Silva, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Agora, a Justiça vai decidir se aceita ou não a denúncia. Caso seja aceita, o suspeito se tornará réu no processo.

O corpo da jovem foi encontrado em um matagal, em uma chácara, no dia 20 de janeiro. Layane estava sem parte das roupas e com sinais de violência e queimaduras. O suspeito disse que discutiu com Layane na beira do muro, aplicou o mata-leão na jovem, e ela apagou. Depois jogou o corpo dela sobre um muro.  Ele nega ter estuprado a jovem.

Em entrevista à Banda B neste sábado (21), a mãe de Layane, Inês Gomes, disse que Miguel mentiu várias vezes, mas que há agora apenas o alívio de saber que ele pode pagar pelo que fez.

“Já nem sei como ele poderia pagar por isso porque a minha Layane não está mais aqui, mas é um alívio saber que ele foi denunciado por crimes tão graves. Este monstro mentiu várias vezes no depoimento e ainda quero ficar diante dele e perguntar qual foi o motivo de verdade pra ela matar minha filha. O que sei é que ele não pode ficar impune. Foi uma crueldade sem fim”, desabafou.

Um laudo toxicológico de exame no corpo da vítima, que demonstrou que a moça não tinha drogas em seu organismo, apenas bebida alcoólica. Além de comentar o laudo, o assistente de acusação e advogado da família da menina, Mark Stanley, disse à Banda B, no início de fevereiro, que  mentiu.

Miguel e Layane (Reprodução)

 

“As imagens mostram que não houve um terceiro envolvido no homicídio. Miguel é flagrado, por uma câmera de segurança, levando a vítima em uma bicicleta, somente os dois. Caiu por terra o argumento da defesa em tentar trazer mais um envolvido ao crime”, disse o advogado.

Segundo o advogado, o exame apontou 11,6 mg/L (miligramas de álcool no sangue). “Por fim, quanto as lesões de Miguel, tudo indica que foram provocadas por ele mesmo ou por terceiros. A vítima não teria a mínima condição de lesioná-lo, em razão do grande estágio de embriaguez”, acrescentou. “Miguel foi flagrado em um vídeo que uma imagem mostra ele em um posto de gasolina, às 5 horas da manhã, após cometer o crime. Ele foi se lavar, as imagens são nítidas em mostrar que o rosto e pescoço dele estavam sem lesões”, completou.

A defesa de Miguel e a acusação ainda não se manifestaram sobre a denúncia do MPPR.

O caso

O corpo de Layane foi encontrado no dia 20 de janeiro em uma chácara da Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A jovem estava nua da cintura para baixo e com sinais de violência e queimaduras. O principal suspeito, Miguel, está preso desde 21 de janeiro.

Miguel foi identificado graças a mensagens encontradas no celular da mãe de Layane, Inês. Como a jovem estava com o celular quebrado, usou esse aparelho para trocar mensagens com o rapaz. Ele acabou preso pela Polícia Civil algumas horas depois e confessou o crime.

O caso continua investigado pela Polícia Civil de São José dos Pinhais.