Da Redação
Os servidores públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba prometem fechar as unidades básicas e manter apenas o atendimento de urgência e emergência nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) nesta segunda-feira (2). Em entrevista à Banda B na última quarta (28), a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores de Saúde (Sismuc), Ana Paula Cozzolino, disse que a Prefeitura vem agindo com descaso com a categoria, o que faz com que os servidores não tenham alternativa.
A Prefeitura da cidade afirmou que, em caso de paralisação, a Secretaria Municipal da Saúde vai garantir o funcionamento dos serviços conforme recomendação do Ministério Público encaminhada ao Sismuc, ou seja, com manutenção de 100% do atendimento de urgência e emergência nas UPAs.
De acordo com a sindicalista, a principal reivindicação dos servidores é um possível calote da administração municipal, provocado por um decreto do prefeito Gustavo Fruet assinado em dezembro de 2014. “Este decreto se resume a um calote que revoga uma série de acordos no avanço do piso dos trabalhadores que não foram cumpridos. Eles adiam os avanços e ainda querem parcelar em quatro vezes e isso nós não aceitamos”, afirmou ela.
O Sismuc informou que nenhum atendimento de emergência será negado à população e que será garantido ao menos 30% do serviço público essencial. Segue abaixo as reivindicações do Sindicato:
Vale salientar que a atual gestão já assegurou avanços salariais e conquistas para a categoria, como a jornada semanal de 30h para os cargos da saúde e o fortalecimento do vencimento básico, da carreira e da possibilidade de aposentadoria digna.
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