
Na quarta e última reportagem da série “Amor à Vida“, que a Banda B traz em setembro, mês de prevenção ao suicídio, você vai saber a importância do acolhimento às pessoas que tentam tirar a própria vida, qual é o papel da imprensa neste tema e, ainda, ouvir relatos de quem já tentou suicídio.
São milhares de casos por ano no país, cada um deles representa a brutal dor da perda de uma mãe, um pai, um filho, um amigo, um companheiro… Seja qual for o laço, é fundamental falar sobre o assunto, aponta a repórter Flavia Barros.
O vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, Marcelo Von Der Heyde, diz que a inciativa da Banda B é essencial para informar e estimular a busca por ajuda. e ressalta a importância de saber ouvir as pessoas para, então, acolhê-las.
Acolhimento que, inicialmente, faltou à estudante universitária, Jhenifer Ferreira, de 22 anos, que apresenta um relato emocionante na reportagem.
Já o jornalista Pedro Rodrigues Neto, de 37 anos, diagnosticado com depressão recorrente desde 2014, tentou suicídio duas vezes nos últimos três anos. Ele também fala sobre sua história, assim como o jovem Pedro, que diz que, ao falar sobre o assunto, tudo ficou mais fácil.
A série se encerra com uma reflexão da médica psiquiatra Maristela Sousa,.
Confira a reportagem de Flávia Barros:
Na próxima quinta-feira (27), na reportagem que fecha a série “Amor à Vida”, neste Setembro Amarelo, você vai saber a importância do acolhimento às pessoas que pensam em suicídio, o papel da imprensa na prevenção e também vai ouvir o relato emocionante de um curitibano que já tentou tirar a própria vida por duas vezes.
Setembro Amarelo
Em 2018, o CVV (www.cvv.org.br), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, programou diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento.
Alguns exemplos são caminhadas, palestras, balões amarelos, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados, distribuição de folhetos e atendimentos em locais públicos.
Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV comenta que é o período mais intenso para todos os voluntários da instituição. “Nos preparamos desde o início do ano para aproveitar esse importante momento de falar sobre prevenção do suicídio e, aos poucos, quebrar alguns tabus”, comenta.
Correia comenta que os 32 suicídios que ocorrem diariamente no país, média de 1 morte a cada 45 minutos, é algo que pode ser reduzido.
“Perceber que a pressão interna está muito elevada, que o copo está para transbordar e, nesse momento ou antes disso, pedir e aceitar ajuda é muito eficiente. Conversar com alguém, seja conhecido ou desconhecido, de forma acolhedora e sem críticas já ajudaria essa pessoa a superar aquele momento.”
O voluntário do CVV complementa que muitas vezes as pessoas precisam de acompanhamento médico e/ou psicológico, mas que o serviço do CVV atua em situações de crises como complemento a esse tratamento.
Participe
Não é preciso estar ligado ao CVV ou a outra instituição para se mobilizar. Empresas podem fazer ações internas, distribuir materiais informativos disponíveis no site www.setembroamarelo.org.br e promover palestras. Órgãos públicos podem iluminar de amarelo fachadas de prédios, promover atividades, falar sobre prevenção nas unidades de saúde e escolas. E cada pessoa pode se mobilizar usando uma fita amarela ou vestindo amarelo, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto.
O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Visite www.setembroamarelo.org.br.
Aqui, as outras três reportagens da série “Amor à Vida”, com reportagem de Flávia Barros e produção de Rafael Torquato:
https://www.bandab.com.br/cidades/na-3a-reportagem-da-serie-saiba-como-identificar-e-ajudar-quem-pensa-em-cometer-suicidio/
https://www.bandab.com.br/cidades/por-que-homens-sao-os-que-mais-cometem-suicidio-e-a-2a-reportagem-da-serie-amor-a-vida/
https://www.bandab.com.br/cidades/banda-b-comeca-serie-amor-a-vida-sobre-prevencao-ao-suicidio-falar-e-a-melhor-solucao/
